terça-feira, 26 de junho de 2012


"Aconteceu alguma coisa e faz tempo. Eu é que tô atrasado. Uns seis meses, pelo menos? Pode ser. Mas eu preferia ouvir um sermão da montanha do mestre Yoda ou uma previsão quente daquela sua amiga fofoqueira e mal comida, do que essa verdade incompleta sobre nós dois. A gente simplesmente se acostumou com a ausência um do outro. Desistimos de regar o jardim. Deu errado. Tá, caramba. Só que todas essas explicações lógicas parecem contas matemáticas da segunda série pra mim: um processo simples que meu coração já decorou – Só não entendeu.
"Ele conseguiu ir embora. Sem grandes pesos na consciência, sem delongas, sem dramas, com a nítida e insuportável sensação de dever cumprido na minha vida. Um alívio dissolvido em um gesto sem graça, eu vi bem, mas acima de tudo um alívio. "Desgraça". Eu repeti três vezes antes de começar a chorar."

sábado, 23 de junho de 2012

Já posso sentar e chorar?

(...)
Tu não entendes, nunca, o que eu quero dizer. 
E eu finjo não me importar com isso.
Tu não entendes o quanto me faz falta não saber. 
E eu finjo não sentir falta disso.
Tu não entendes como eu fico quando tu não apareces. 
E eu finjo não querer que tu saibas disso.
Tu não entendes o quão grande é a minha tristeza. 
E sobre isso, eu nem finjo.
Eu não quero sentir mais nada!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.

E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há e-mails na caixa de entrada
não há mensagens no celular,
e mesmo assim, você entende a mensagem.
Que patético, você não tem ninguém para dividir seu café com leite e assistir a um filme previsível na TV.