Minha relação com o universo masculino. Minhas delícias. Meus desejos. Minhas frustrações.Minhas andanças. Meus desafetos.Meus amores. Minhas paixões e meus disfarçes. Só mais um..
quinta-feira, 14 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Dores x Dores
Pra dor corporal e concreta existem remédios, tudo bem. Mas agora a dor emocional e psicológica? E a punição pra aquele que, entra na sua vida, faz-se dono dela, vira seu parceiro durante todos os dias, pra tudo. Vive com você durante anos, dorme na sua cama, come suas coisas, divide com você o seu quarto, os seus desejos, suas vontades, seus medos. Que faz você acreditar que será seu pra sempre, que existe amor eterno e que você é a mulher com quem ele viveria eternamente, mas simplesmente de uma hora pra outra cansou, virou as costas e foi-se embora, como se nada tivesse acontecido, como se tudo o que viveram juntos não significara nada. Simplesmente some, evapora. E a punição pra esse, que causou uma dor muito pior do que qualquer dor corporal, qual é? É a dor da perda, e isso não tem punição? Revolto-me com isso, porque ninguém tem o direito de fazer mal ao outro assim, querer querendo. Mas, andei pensando bem sobre isso, e cheguei à conclusão de que a punição ele mesmo se dara. Será infeliz em sua vida, em seus relacionamentos, seu trabalho, sua roda de amigos, porque não soube lidar com o que lhe ofereciam de melhor. Acho que é simples assim, “Aqui se faz, aqui se paga.” Você fez alguém sofrer? Sofrerá também. Não é preciso punição melhor do que a punição própria do arrependimento e da consciência pesada. Você sabe o que faz, mas saiba que algum dia, alguém fará com você o mesmo que um dia você fez com outro.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Um sonoro “não” e o polígrafo confirmou: ele disse a verdade. “Não” foi à resposta de Juca Chaves quando Sílvio Santos perguntou se ele trairia sua esposa mesmo que ela não tivesse como descobrir. Não, ele não trairia. Juca Chaves teve o aval do polígrafo, “a máquina da verdade”, e a aclamação velada do público. Fidelidade é assunto careta para alguns, está fora de moda na tevê, mas, aposto, sem precisar de nenhuma pesquisa, que nove entre dez mulheres gostariam de ter um marido fiel. Nove. Chutando pra baixo.
Confesso que me deu uma pontinha de inveja da esposa do Juca Chaves. Quer declaração de amor maior que essa, em rede nacional? Eu não faria mesmo que minha esposa jamais fosse descobrir. Pra mim, essa é a verdadeira fidelidade. É a fidelidade da intenção. É simplesmente não ter vontade de fazer. Não apenas ser fiel porque alguém vai ficar sabendo, porque respeito meus filhos, porque sou um cara casado ou porque minha namorada poderá descobrir. Não. É porque não tenho vontade. Caraleo! É por isso que todas nós, mulheres, esperamos - sentadas. Esperamos que a gente não precise pedir, implorar e obrigar. Ninguém é obrigado a namorar, a casar e a ficar junto. Ficamos porque queremos. Namoramos, juntamos, casamos pra garantir exclusividade. Aliança, coleira ou gps não são garantia de nada e sabemos muito bem disso. Então, a única garantia que temos é a intenção do outro. Queremos alguém para quem fidelidade não é obrigação, é uma escolha.

